Operações de finanças estruturadas são aquelas que buscam financiamento ou mitigação de risco para uma
determinada atividade econômica de forma diferente das convencionais, tais como empréstimos, swap ou a emissão ações
ou debêntures. As reduções de custo e riscos financeiros associados a estas operações são obtidas através da
transferência de riscos financeiros associados a estas operações são obtidas através da transferência de risco de um ou mais
ativos e da geração de liquidez pela emissão de títulos lastreados nestes ativos. O exemplo clássico destas estruturas é a operação
de securitização, na qual a transferência de risco é obtida a partir da cessão definitiva dos ativos.
A definição, porém, é mais abrangente. Inclui também estruturas que utilizam-se da combinação da tecnologia de securitização, para a
geração de liquidez, com a de derivativos de crédito, para a transferência do risco de crédito. Neste sentido, operações de finanças
estruturadas contam a presença de algumas características marcantes, tais como: (i) a presença de ativos-lastro obtidos a partir
de uma cessão definitiva ou sinteticamente, a partir de derivativos de crédito, (ii) o uso de veículos de propósito específico
para auxiliar na segregação do risco de crédito dos ativos securitizados do risco de crédito da instituição que os originou;
e (ii) a presença de títulos de séries ou classes diferentes, obtidos a partir do fatiamento (tranching) do risco dos ativos que
lastreiam estes títulos.
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